1º prêmio maquinar

O caranguejo Guaiamum, popularmente conhecido como guaiamu, encontra-se em boa parte do litoral brasileiro, representando importante recurso econômico, principalmente na região nordeste do país. Desde 2017 esta espécie entrou para a lista de animais em extinção e teve sua comercialização proibida. A comunidade do Cumbe relaciona-se diretamente com o ecossistema de manguezais e sistemas geomorfológicos no qual está inserido, sendo esse seu principal diferencial para com as outras comunidades ribeirinhas do Ceará. A caça de caranguejo é uma das principais fontes de renda dos moradores, além de criar laços com as causas socioambientais e com a biodiversidade do local.

Assim como o Guaiamum, a comunidade do Cumbe também está cansada da exploração de seus bens naturais. Com isso, parte-se da vontade de 150 famílias, onde vivem às margens do rio Jaguaribe, dissipar sua cultura como comunidade quilombola remanescente, reconhecidos pela Fundação Palmares desde 2014, através do turismo comunitário.

Pensando na vida em comunidade e com objetivo de manter a autonomia e identidade dos moradores ribeirinhos, já tão desgastada com tanta exploração, cria-se o Guaiamu, estruturas independentes que permitem distintos arranjos, adaptando-se aos diferentes terrenos cedidos pelos moradores.

Equipe de projeto: Ana Paula Feldens, Eduardo Possamai, Gustavo Görgen, Liliane de Oliveira e Maira Bender

Ano: 2018